Não exista nada mais bonito do que o amor (vide Coríntios 13 - Bíblia Sagrada). O amor verdadeiro é tão lindo que dói, tão quente que ferve, tão puro que se faz chorar. O amor move todo o ser em prol de si, proporcionando uma gama de sentimentos, sendo alguns deles, nada parecidos com o amor. Mas como diferenciar joio de trigo? Feche seus olhos imundos e humanos e abra os olhos com que realmente se pode ver. Já dizia um príncipe bem pequeno que o essencial era invisível; ainda sim, ele conseguia conhecer o que era essencial, ao ponto de notificar.
No amor não há medo. Você arrisca. E você quebra sim. Perde tudo. Chora. Há desespero. A diferença é que há conforto, existe amor. Mas existe amor, não tolice. Atos de coragem desmedidos e inconsequentes não são amor, são pura burrice. Imaturidade (e tolice) é você sonhar e construir um castelo no ar. Vem uma brisa suave e leva seu sonho tão fácil quanto o estourar de uma bolha de sabão. Ploc. Esse pequeno barulho pode ser fator desencadeante para o destilar do fel no organismo. Então você envenena sua vida por um sonho que era uma ilusão. (Convenhamos que sonhar de fato está ligado à execução de meios para concretização). E ainda acaba por comprometer suas futuras pseudo construções (porque nesta altura da vida, quero crer que você já ficou mais esperto e realmente está tentando construir algo). Você não consegue construir, por que será? Eu respondo: construções precisam ser concretas, principalmente no que tange a sonhos; e se o alicerce é uma falácia, como seu sonho irá ser sustentando
Construções de sonhos são processos longos, tem a duração de aproximadamente uma vida inteira, e muita dor envolvida. Muitas lágrimas, paciência. Não se tem medo quando há certeza no que se faz, principalmente se essa certeza é uma loucura. E só é nomeada como "loucura" porque está fora dos padrões acreditar que é melhor investir no invisível. Pode existir uma casa gigante, toda construída e alicerçada no amor, porém só será visível para os que merecem ver. É um preço um pouco caro, pois envolve fazer a mesma escolha todos os dias, incansavelmente, com o mesmo entusiasmo do primeiro dia, se possível. Tem tanto que é oferecido de graça, que aparentemente constrói mansões, mas aos olhos de todos, acimentadas com egoísmo e torpor.
Por fim, não acho que se encontre o amor, como se encontram sonhos em padarias. O amor existe a partir do momento que você escolhe ter amor. E não, a culpa não é do outro se você não consegue o amar, pois é você que não consegue se amar ao ponto de transbordar para outro alguém.
Encerro aqui pra massa não passar do ponto.
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